Em entrevista no Alvorada, Lula comenta tamanho do Palácio: 'Café chega frio, cerveja chega quente'
Durante entrevista nesta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o tamanho do Palácio da Alvorada — residência oficial do p...
Durante entrevista nesta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o tamanho do Palácio da Alvorada — residência oficial do presidente da República — e disse que dentro do local os ambientes são "distantes um do outro". "Eu digo sempre que isso aqui é muito belo para tirar fotografia. Agora para morar é muito desumano, porque quase todos os presidentes que vem aqui não tem uma penca de filhos, cinco, seis, sete, oito, nove filhos. O cara vem para cá com uma certa idade, com uns 50, 60 anos, filhos criados". "São oito quartos ao todo, mas é distante um do outro. A cozinha fica numa ponta, o quarto fica na outra. Se você tiver que pedir café, o café chega frio. Se você pedir uma cerveja, ela chega quente", disse o presidente. Agora no g1 "Mas você veja uma coisa a piscina é aqui, o lugar que as pessoas têm para ficar e aqui, tem uma cobertura, mas se você quiser pedir algum petisco, vem lá do outro lado. Até o cara chegar o cara já chega cansado. Mas de qualquer forma, é um palácio bonito". As declarações foram dadas durante uma entrevista para o podcast Inteligência Ltda. Durante a entrevista, o presidente também comentou sobre o filho, Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Nesta quinta, o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar se o filho do presidente praticou os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde. Presidente Lula lê documento no Palácio da Alvorada, em Brasília Ricardo Stuckert/Presidência da República Lula disse que caso o filho seja investigado, não vai ficar escondido e que ele responderá "como filho de qualquer pessoa". "Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu. Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei. Sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato". "Ele não tem o direito de errar. Ele sabe disso, ele jura todo dia. Se for julgado ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Vai ter que provar que é inocente. E se for ocupado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quanto erra", disse Lula. Trump e eleições brasileiras Durante a entrevista, o presidente voltou a falar sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e uma eventual interferência do governo americano nas eleições. "Eu já disse muitas vezes, aqui no Brasil a mentira não vai ganhar [...] Eles vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições", disse Lula. Lula disse ainda que não estar preocupado com uma eventual interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro e afirmou que manteve uma relação "muito boa" com Donald Trump durante o encontro entre os dois na Casa Branca. Emas no Palácio da Alvorada, em imagem de arquivo Presidência da República/Reprodução